sexta-feira, 10 de novembro de 2023

ALTAR DA IGREJA SÃO JOSÉ DE BICAS EM 1916 - A inauguração do novo Altar é notícia em jornal do Rio de Janeiro.



 Acima, a notícia da inauguração do “esplêndido altar da Egreja de Bicas, obra do Sr. Miguel Pecorone, abilíssimo artista”, com padre Angelo Resende, vigário da freguesia. Em destaque, a "secular Imagem de São José" ao centro.



Acima, uma vista parcial de Bicas em 1916, quando ainda era distrito de Guarará. Em destaque, a Igreja da então freguesia.


Acima, evento solene sendo realizado já no novo altar, vendo-se em destaque padre Angelo Resende, à direita da foto.



Graças a mais uma valiosa contribuição do Historiador e amigo Rodrigo Machado - Guarará Patrimônio Histórico, trazemos hoje mais uma belíssima página de nossa história: a notícia publicada em 1916 no Jornal o Malho, do Rio de Janeiro, destacando a inauguração do Altar da Igreja da Freguezia de São José de Bicas.

Trata-se na verdade do segundo Altar da Igreja Matriz São José de Bicas, já que o primeiro Altar da Igreja em sua fundação era bem simples e pequeno. 

 

 Sobre a inauguração do Altar da Igreja em 1916:

 

Texto que acompanhou a foto do altar da “Egreja”, publicado na revista “O Malho”, do Rio de Janeiro, em 1916 sob o título OBRAS D’ARTE SACRA.

“Em Bicas, Estado de Minas: inauguração do esplendido altar que acima reproduzimos, da egreja d’aquella próspera localidade. É obra do Sr. Miguel Pecorone, abilíssimo artista. Ao pé do altar vê-se o padre Angelo Resende, digno vigário da freguezia.”

 

O Livro “Eles por Ele – A presença sacerdotal em Bicas desde 1900”:

Escrito por Rosália Mayrink Corrêa e Pe. Cássio Barbosa de Castro, o livro foi publicado em setembro de 2004. Traz a história dos padres que passaram por nossa Paróquia e dos trabalhos realizados por eles até aquele ano, tendo o seguinte texto em sua introdução:

“A Paróquia São José de Bicas foi criada pelo Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, no distrito de São José de Bicas, município de Guarará, Comarca de Mar de Espanha, no dia 21 de novembro de 1921. Nesta época, o distrito de São José de Bicas era curato da Comarca Eclesiástica de Leopoldina da Matriz do Divino Espírito Santo de Guarará. Na página inicial do 1° Livro de Tombos da Paróquia São José está registrado o termo de Posse de Frei Luiz Reinke como nosso primeiro padre residente, responsável deste curato, documento datado de 13 de janeiro de 1902, tendo sido empossado pelo Vigário de Guarará, Pe. José Juvêncio de Andrade. Nesta época, nossa Capela era extremamente simples, porém bela e já abrigava a secular imagem de São José.”

 

O 1° Livro de Tombos da Paróquia:

O 1° Livro de Tombos durou 30 anos, de 1902 a 1932. Na página 15 encontra-se o relato importantíssimo de Pe. Augusto Noronha Freire Andrade, nosso primeiro pároco quando São José de Bicas deixa de ser curato em 1921, onde destaco:

“A Capella de São José de Bicas foi primeiramente Capella Filial da freguesia do Espírito Santo de Guarará, da Comarca de Leopoldina, sendo por provisão do Exmo. Senhor Arcebispo de Mariana, Senhor D. Silvério Gomes Pimenta.”

 

O 2° Livro de Tombos da Paróquia:

O 1° Livro de Tombos vai de 1932 a 1944 e traz os nomes dos padres que estiveram à frente de nossa Igreja enquanto Freguezia e dos párocos que estiveram à frente da Paróquia São José neste período. Entre eles, Pe. Angelo de Resende, de 8 de dezembro de 1913 a 14 de maio de 1916, ano da inauguração do novo Altar da Igreja Matriz.

 

* Após a grande ampliação da Igreja Matriz São José de Bicas e construção de sua torre em 1932, teve início em 1946 a construção de um novo altar - embelezado com os vitrais que existem até os dias de hoje - que foi inaugurado em 1947, altar este belíssimo, que já foi motivo de publicação de matéria aqui na página no link abaixo:

http://bicashistoria.blogspot.com/2022/08/altar-da-igreja-matriz-sao-jose.html



Acima, em 1916 a página do Jornal O Malho, do Rio de Janeiro, destacava o novo altar da Igreja de Bicas como “OBRAS D’ARTE SACRA”.



Acima, o histórico registro da chegada de Dom Justino em visita à já Paróquia São José em 1925, quando Bicas já havia se emancipado de Guarará.  


domingo, 10 de setembro de 2023

INAUGURAÇÃO DO CRUZEIRO - Belos registros da construção e inauguração do Cruzeiro.

 





Dando continuidade ao trabalho de resgate da história de nossa cidade, trazemos hoje mais um belo momento desta história: a construção e inauguração do Cruzeiro, marco religioso localizado no alto do morro que tradicionalmente passou a ser chamado “Morro do Cruzeiro”, belíssimos e históricos registros fotográficos gentilmente cedidos por Angélica Rebouças, filha do ex-prefeito de Bicas, o saudoso Sr. Amilcar Verlangieri Rebouças.

Tudo aconteceu no ano de 1981, quando o Sr. Amilcar era Prefeito de Bicas e Padre Elpídio era pároco da Paróquia São José de Bicas, dando-se início à construção do Cruzeiro, inaugurado no final daquele ano. Trata-se de um monumento construído em alvenaria e bem estruturado em ferragens.

Sua inauguração aconteceu em noite festiva, quando católicos, autoridades e demais populares se concentraram na Praça São José, de onde saíram em procissão em direção ao Morro do Cruzeiro para descerrarem a placa inaugural. Em seguida foi celebrada a Santa Missa.

Na sequência de fotos vemos o grande momento da inauguração do novo Cruzeiro e alguns registros de sua construção. 

Vale lembrar que este na verdade não foi o "primeiro Cruzeiro” de Bicas, conforme pode ser visto aqui na página no http://bicashistoria.blogspot.com/2021/11/o-primeiro-cruzeiro-marco-religioso-de.html

 




Na sequência abaixo, o novo Cruzeiro já em fase final de sua construção.




Abaixo, esse era o visual de nossa cidade lá do Morro do Cruzeiro em 1981. Na primeira foto vê-se a Praça São José. Na segunda foto é possível perceber que o novo prédio da Prefeitura de Bicas já estava em fase final de construção.




domingo, 20 de agosto de 2023

LICEU OPERÁRIO BIQUENSE - A Escola Primária Quatro de Novembro - LICEU.


Histórico registro fotográfico da Escola Primária Quatro de Novembro – o LICEU


A Escola Primária Quatro de Novembro sob o olhar do artista biquense Antônio Alves, uma das belíssimas pinturas que ornamentam as paredes do Museu de Bicas.


Neste belo registro vemos as Professoras Odete Pinho, Tereza Amorim, Dna. Tueta e Helaine Godinho no portão de entrada da Escola.




Acima e abaixo, alunos em sala de aula com a Professora Marisa no início dos "anos 70". Eu também estava nessa turma, ali na segunda fila. Fotos de Maria de Lourdes Campos - a Lurdinha; e Sergio Murilo Pires Rodrigues - o Serginho; ambos também nas fotos.



Alunos e alunas do LICEU ladeados com a Professora Wilma Pires no campo de futebol ao lado da Escola - década de 1960.


Em mais uma viagem pelos 100 anos de Bicas trazemos hoje mais uma belíssima página de nossa história: o LICEU; a Escola Primária Quatro de Novembro.

Convido a todos para uma viagem em fotos de uma das mais tradicionais Escolas de nossa cidade que nasceu da ferrovia, criada para atender aos filhos e filhas dos ferroviários biquenses.

Desde os tempos da Leopoldina Railway e da criação das Oficinas de Bicas, sempre houve uma grande preocupação da direção da empresa em qualificar seus futuros operários, seja na criação de uma Escola Primária altamente qualificada, como na criação de uma Escola de Formação Profissional – o SENAI – que também se destacou pela excelência na formação de grandes profissionais ferroviários.

E graças mais uma vez à contribuição dos amigos da página, trazemos fotos realmente históricas da Escola que nasceu “Liceu Operário Biquense” para posteriormente se chamar “Escola Primária Quatro de Novembro”, mas nunca deixou de ser carinhosamente chamada de LICEU.

Também estudei ali, entre 1969 e 1972. Uma escola com uma metodologia de ensino tão elevada e rigorosa que quando me mudei para o Rio de Janeiro em 1973 tornei-me sempre um dos melhores alunos nas escolas públicas por onde passei naquela cidade. O aprendizado no LICEU também foi fundamental para minha aprovação no Centro de Formação Profissional do Engenho de Dentro - SENAI-RJ - em 1976.

Lembro-me do intervalo das aulas, do esperado momento do "anúncio da merenda do dia" feito pelo Sr. Chiquinho - Francisco Silvestre Machado, do Sr. Valentin Machado na organização de tudo, enfim... bons tempos...

Excelentes profissionais do ensino biquense passaram pelas salas de aula do LICEU, como a eterna Professora Maria Antonieta Silva Carvalho - a Dona Tueta, Wilma Pires, Helaine Godinho, Odete Pinho, Tereza Amorim, Marly Renaut, Dorinha e Gracinha Cúgola, Ana Marta Borges Ribeiro, Libania Penchel, Maria Helena Horaci, Ana Lúcia Lobão Fam, Margarida, Vanda Durão, Walter Lhamas Ferreira, enfim, grandes profissionais do ensino que muito contribuíram para tornar o LICEU de Bicas uma das mais renomadas e respeitadas Escolas da região.

Ao nos aproximarmos das comemorações pelo Centenário de Bicas, trago então esta singela homenagem apresentando registros em que realizei trabalho de “restauração fotográfica” e fazem parte de nosso acervo, graças à colaboração de muitos amigos e amigas que também tiveram a honra e a alegria de estudar no LICEU por alguns anos de suas infâncias.



Neste registro do acervo de Nem Cunha podemos ver uma parte do prédio do LICEU e uma parte do prédio do SENAI, que ficavam praticamente juntos.


Na bela contribuição de Valéria Prata, a turma da 4ª série do LICEU no ano de 1968 com as Professoras Dona Tueta e Dona Wilma.


Em mais uma valiosa contribuição de Marly Renault, Professores e alunos reunidos para uma bela fotografia. Minha irmã Marly Mayrink também está ali, pertinho da Dna. Tueta. 


Duas valiosa contribuições, desta vez de Sergio Luiz Ferreira e Helaine Godinho, belíssimos registros de desfile cívico dos alunos do LICEU.



Na bela contribuição de Mariazinha Cúgola; as Professoras Dona Tueta, Helaine Godinho e Wilma Pires.


Os alunos do LICEU participando da campanha do plantio de mudas pelas ruas da cidade, acompanhados pelas Professoras Dona Tueta e Wilma Pires, nesta bela contribuição de Jussara Lamha Braz.


Abaixo, dois belos registros de uma confraternização dos Professores e demais funcionários do LICEU e do SENAI.


“Dona Cândida”, diríamos hoje, a monitora da Escola.



A equipe de Professores do LICEU postada pela própria “Dona Tueta” (in memoriam) em sua página no facebook.



Uma bela contribuição do casal de amigos o saudoso Paulo Nunes (in memoriam) e Edith Dias de Oliveira Nunes, a foto histórica do Convite de Formatura dos Formandos do ano de 1949 no “Liceu Operário de Bicas”.



quarta-feira, 16 de agosto de 2023

A SAPOLÂNDIA - Um dos mais tradicionais Blocos Carnavalescos de Bicas.

Acima, belíssimo registro da Sapolândia no Carnaval de 1962, concentrados em frente ao antigo prédio da Prefeitura de Bicas.


No ano do “Centenário de Emancipação de Bicas” trazemos mais uma bela página de nossa história.

Relembrando os antigos carnavais biquenses, vamos viajar nos registros fotográficos de um dos mais tradicionais Blocos Carnavalescos: A SAPOLÂNDIA!!!

Era sempre um dos mais aguardados blocos do Carnaval de Bicas, se destacando pela animação, pelo grande número de participantes e principalmente pela criatividade.

É só conferir nas fotos abaixo e curtir as lembranças dos grandes carnavais biquenses com a SAPOLÂNDIA!!!


Na sequência abaixo, registros da Sapolândia nos Carnavais dos anos 60 e 70.


Na sequência abaixo, registros da Sapolândia nos Carnavais dos anos 70 e 80.



Na sequência abaixo, registros da Sapolândia no Carnaval de anos 2002.